terça-feira, 10 de julho de 2012

Brasil X China


Reaprender antigas leis do comércio

Estratégia. O estrategista militar alemão, Karl von Clausewitz (1780-1831), ensinou que o ataque é a melhor defesa. Fazer a guerra economizando energia, e se possível, destacava o célebre general, vencer sem lutar, usando a inteligência e principalmente o poder logístico, surpreendendo o inimigo em pontos onde ele é reconhecidamente frágil.
Preço. Em guerra de preço não há vencedores. O mais forte e capitalizado consegue prolongar a disputa por mais tempo, devido ao seu maior poder de fogo. Mas, a longo prazo, desgasta sua estrutura e acaba perdendo também, acumulando perdas estratosféricas. Quanto maior o volume de produtos vendidos, quão maiores serão os prejuízos. Baixo custo e escola de produção são os pontos fortíssimos da artilharia chinesa, portanto, não devemos entrar nessa que levaremos chumbo grosso.
Player mundial. A China sabe usar seu poderio comercial para invadir vários segmentos do mercado brasileiro, tendo como bandeiras preço e qualidade (hoje seus produtos têm qualidade segundo o custo benefício que oferece), vendendo grandes lotes de mercadorias e abocanhando consideráveis fatias no fornecimento de produtos industrializados de peças automotivas, eletrônicos, eletrodomésticos, vestuários, feijão e automóveis. – É um global sourcing de respeito.
Fragilidade. Embora o dragão chinês seja ágil nas questões de produção dentro de suas plantas industriais, modelagem, ajuste no design e produção – reprograma tudo em menos de trinta dias – não consegue a mesma eficiência fora do país. Entrega, reposição, atendimento, assistência técnica e prestação de serviço são os pontos vulneráveis onde as empresas brasileiras podem fazer a diferença. Em vez de entrar na guerra de preço, atacar com uma arma que eles ainda não dispõem:

Excelência no Atendimento.

O poder está na mão de quem estiver o mais próximo
possível do cliente, física, psicológica e conceitualmente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário