sexta-feira, 13 de setembro de 2019

4 fatores que auxiliam o embarcador na preservação de materiais



As perdas e avarias de materiais são algumas das grandes causas de prejuízos no setor de logística. Ao visar o aumento do faturamento e diminuição de custos, é imprescindível que o processo logístico de uma organização faça um bom planejamento, levando em consideração a preservação de materiais e a redução de perdas.
Garantir que a sua mercadoria saia de seu estabelecimento com segurança e ainda seja transportada e entregue ao destino final em perfeitas condições é sempre um desafio para os gestores da área.
Pensando nisso, elencamos 4 fatores que auxiliam o embarcador na preservação de materiais. Pronto para saber quais são? Então, acompanhe este post até o fim!

1. Adequação do ambiente de carga e armazenamento

As exigências do local de armazenamento dos materiais devem seguir as características do produto a ser estocado. Em geral, a recomendação é que o lugar seja livre de umidade, contato direto com a luz solar e abafamento. Além disso, o espaço deve ser adequado para receber determinada quantidade de itens, a fim de evitar o empilhamento incorreto dos mesmos.
Produtos especiais como perecíveis, medicamentos, produtos agrícolas etc., requerem condições especiais de acondicionamento que envolvem temperatura, ventilação, iluminação e demais especificidades.

2. Utilização de embalagens adequadas

Outro ponto importante a se destacar na preservação de materiais é a escolha da embalagem correta para acomodar o produto. Cada tipo de material exige um tipo de invólucro específico.
O ideal é que ele acomode e proteja bem a mercadoria. Se necessário, utilize os três principais tipos de embalagem (primária, secundária e terciária). Esses embrulhos devem ser resistentes e de qualidade, já que serão manuseados por pessoas — e até mesmo máquinas — e ainda vão enfrentar longos caminhos até chegarem ao seu destino final.

3. Escolha a melhor transportadora

Acertar na escolha da transportadora ideal para fazer o envio de sua carga não é uma tarefa muito fácil. Para isso, é fundamental realizar algumas ações como:
  • enumerar as transportadoras e filtrar as que realmente atendem as exigências do seu tipo de negócio;
  • analisar as taxas cobradas em cima do valor do frete;
  • verificar a área de abrangência;
  • pesquisar a agilidade e a flexibilidade da empresa, principalmente como ela trabalha nos períodos sazonais, entre outros.
Mais um ponto crucial para formatar o sucesso nessa escolha é verificar qual modal de transporte oferece mais segurança no despacho de mercadorias. Entre eles, o transporte rodoviário se sobressai no quesito avarias com produtos, o que ocorre principalmente pelas péssimas condições das estradas brasileiras. Mesmo assim, ele ainda representa a maior parte da responsabilidade de envio de cargas.

4. Utilizar um software de gestão especializado

Esse fator é primordial para auxiliar embarcadores na preservação de materiais. Sem ele, fica muito difícil otimizar as operações logísticas e torná-las mais eficientes e produtivas.
No mercado é possível encontrar várias soluções para cada tipo de necessidade. Veja alguns exemplos:
  • ERP: voltado para a gestão de logística integrada;
  • WMS: específico para o controle de estoque;
  • TMS: próprio à gestão de transportes, do qual é possível verificar o controle da carga, custos do processo, roteirização etc.
É muito importante que o embarcador tenha um software de gestão de transporte para otimizar os processos de gestão das transportadoras contratadas. Afinal, com ele vai ter um maior domínio sobre a situação de sua carga como a preservação de materiais, além de poder reduzir os custos com fretes e mensurar o desempenho de transportadoras.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Assinatura digital ou eletrônica: o que são e qual é a melhor para o seu negócio?

Em um universo onde as atividades acumulam-se e o tempo é cada vez mais precioso, boa parte dos empresários, de negócios de todos os portes, estão enxergando o valor e a importância das transações virtuais e optando cada vez mais pela assinatura neste meio.
Apesar de essa crescente popularidade da tecnologia, o ato de substituir a assinatura manuscrita ainda gera muitas dúvidas, sobretudo em relação aos tipos disponíveis no mercado.
Para esclarecer, a diretora de Inovação em Produtos e Mercados da Certisign, Maria Teresa Aarão, destaca os tipos de assinaturas que podem ser usados no meio eletrônico e suas diferenças.

Assinatura digital

Ela é gerada a partir do uso do Certificado Digital ICP-Brasil e tem o mesmo valor jurídico da assinatura manuscrita, garantido pela legislação brasileira. Para utilizá-la é preciso subir o documento em um portal de assinaturas e usar um Certificado e-CPF ou e-CNPJ. Nos casos em que o documento for assinado em nome de uma empresa, para a assinatura digital ter eficácia jurídica, ela deve ser proveniente do Certificado do(s) representante(s) legal(ais), mencionado(s) no contrato social ou estatuto da empresa.
“A assinatura digital pode ser utilizada para formalizar qualquer transação no meio eletrônico, mas principalmente as com maior risco, como contratos com alto valor financeiro e de longa data”, explica Maria Teresa.

Assinatura eletrônica

assinatura eletrônica, segundo a executiva, é gerada a partir da grafia de uma assinatura na tela de um dispositivo (computador, celular e tablet) e tem eficácia probatória de acordo com as evidências colhidas, como a geolocalização, voz, imagem, entre outros critérios.
“Essa modalidade pode ser usada em transações que não envolvam grandes riscos financeiros, como recibos, aceites de propostas, contratos de serviços, financiamento, entre outros”.

Assinatura digital com registro em Blockchains públicos

Esse tipo de assinatura digital recebe marcações que indicam sua autenticidade, com manifesto de registro no blockchain e link para acesso ao arquivo. “Quando se utiliza esse tipo de validação, o título assinado não pode ser alterado e ganha dupla confiabilidade: a da assinatura ICP-Brasil e a do blockchain”, destaca.

Quais são os benefícios da assinatura digital e eletrônica?

Ambas promovem redução de custos, ganho de tempo e sustentabilidade, porque são realizadas sem papel e permitem a tramitação 100% no meio eletrônico, facilitando o envio e armazenamento de documentos.
No entanto, não confunda: apenas a assinatura digital e a assinatura digital ICP-Brasil com registro em blockchain público têm validade jurídica, porque são geradas a partir do uso do Certificado ICP-Brasil, enquanto que a assinatura eletrônica possui validade legal. “Por isso, que, antes de optar entre uma ou outra, deve-se avaliar o tipo de documento e seus riscos”.
Maria Teresa ainda faz um outro alerta: “Muitas pessoas ainda utilizam a assinatura digitalizada, que nada mais é do que a imagem da assinatura de punho. Essa modalidade não tem valor jurídico ou legal. Ela é meramente ilustrativa”.