terça-feira, 25 de setembro de 2018

Visibilidade do supply chain: todos querem, mas poucos têm

Alessandra 7101 Infor222O Brasil é um país de dimensões geográficas continentais e com um sistema de transporte caótico.
Uma amostra da precariedade do sistema logístico brasileiro é a dependência do modal rodoviário, que após a greve dos caminhoneiros, deflagrada em maio deste ano, ficou mais evidente ainda. Segundo cálculos do Ministério da Fazenda, os prejuízos provocados pela paralização devem chegar a R$ 15 bilhões para a economia nacional, 0,2% do Produto Interno Bruto.
A dependência do caminhão e a insuficiência de investimento em mobilidade têm provocado um gargalo no setor logístico e com a retomada da economia, mesmo que a passos lentos, a tendência é que o cenário piore. Segundo dados do Instituto de Logística e supply chain (ILOS), o volume de produtos em circulação no país foi de 1,68 trilhões de toneladas por quilômetro em 2017.
Mas com o aumento da movimentação, cresce também o custo logístico. No ano passado, de acordo com o instituto, os gastos das empresas brasileiras com transporte, estoque e armazenagem chegaram a 790 bilhões de reais, 40 bilhões a mais que 2016.
O custo logístico, no entanto, está longe de ser o único problema para as empresas brasileiras. A ampla extensão do território nacional traz inúmeros desafios para o setor de supply chain. Garantir uma operação logística mais eficiente é possível, desde que tenha organização, controle mais eficiente da atividade e visibilidade total do processo. Ampliar a perspectiva do supply chain pode gerar milhões em receita, mas o custo de não fazer nada também é grande demais para ser ignorado. A mensagem impactante aqui é: não existe ganho em competitividade operando no escuro.
Os investimentos em tecnologia na cadeia de suprimentos, nas últimas duas décadas, fizeram a diferença para algumas empresas, que passaram a ter mais conhecimento da rede. Mas ao perguntar para um executivo de uma grande corporação, se ele consegue ter uma visão geral do supply chain, as chances dele responder ‘Não’ são enormes. Essa percepção é derivada, principalmente, se a atuação desse gestor abranger apenas operações que envolvam segmentos externos ou com parceiros. Sem ter visibilidade end to end, fica difícil ser ágil e eficiente.
IoT é a bala de prataDe acordo com o Gartner, até 2020 haverá mais de 50 bilhões de dispositivos conectados no mundo e muitos deles vão impulsionar o setor logístico. O conceito de internet das coisas (IoT) pode agregar melhorias na gestão de estoque, na armazenagem de produtos, transporte e até no atendimento a demanda do customer experience. Ao adotar IoT para o supply chain, os benefícios vão desde redução de custos operacionais, menor consumo de recursos e melhor uso de ativos.
Mas não é só isso. Com a exata localização de um caminhão é possível ter acesso ao inventário e informações atualizadas constantemente sobre o andamento do processo em tempo real. O GPS, conectado à internet das coisas, pode trazer mais detalhes de ordem de pedidos, custos adicionais, histórico, planos e expectativas. As informações armazenadas na nuvem representam uma única fonte de informação, no qual todos tem acesso à mesma informação, simultaneamente.
Valor agregado pode impulsionar os negóciosO valor atribuído à visibilidade total do supply chain é um fator importante para impulsionar negócios nos próximos anos. A capacidade de responder ao inesperado rapidamente é o que torna tudo isso fundamental. Seja por conta de grandes catástrofes naturais, como terremotos ou tsunamis, ou pela greve de caminhoneiros que interrompeu as principais fontes de abastecimento do país. Essas rupturas dolorosas geram prejuízos de milhões de reais, mas que podem ser evitadas com visão e análises mais precisas do processo.
Hoje, estamos presenciando um avanço tecnológico do supply chain jamais visto. A expectativa é que, com o crescimento do mercado de TI, as empresas consigam reduzir, ou até zerar, seus custos operacionais. Há uma grande expectativa que essa evolução traga bons ventos para o setor logístico brasileiro.
Por Alessandra Martins, Manager Director da Infor Brasil
Fonte https://www.imam.com.br/logistica/noticias/supplychain/3355-visibilidade-do-supply-chain-todos-querem-mas-poucos-tem

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Truque fácil para se concentrar naquilo que você tem dificuldade: a técnica Pomodoro

Passar longas horas na mesa de trabalho é menos produtivo do que se concentrar em períodos mais curtos e combiná-los com momentos de descanso

Truque fácil para se concentrar naquilo que você tem dificuldade: a técnica Pomodoro
RUBEN MONTENEGRO
Se você quer ter alta produtividade em algo que tem dificuldade, nem pense em se manter concentrado horas e horas fazendo somente isso. Está provado que não é a melhor opção. Pelo menos, essa é a conclusão da Universidade de Illinois, que demonstrou que passar longas horas na mesa de trabalho proporciona menos produtividade do que se concentrar durante períodos mais curtos e alterná-los com momentos de descanso. A razão está relacionada aos nossos dois modos de pensar: o focado e o difuso. Enquanto o primeiro mantém nossa atenção completa, o segundo nos relaxa e ajuda a nos distrair até com o voo de uma mosca. Ambos são necessários. Além disso, a criatividade surge da conexão de coisas díspares, que só nascem da mente difusa. Mas, claro, estar sempre no difuso não contribui muito e nem resolve os problemas. Precisamos alternar a mente focada e a difusa para sermos produtivos, e para isso existe uma técnica proposta por Francesco Cirillo nos anos oitenta que continua vigente: a técnica Pomodoro.
Pomodoro significa “tomate” em italiano e seu nome está associado aos relógios de cozinha com os quais se mede o tempo de cozimento. A ideia é usar um relógio – ou um smartphone ou o que tiver à mão – para medir intervalos de 25 minutos nos quais você mantém a mente focada e leva adiante a tarefa complicada. Depois, você se compromete a fazer uma pausa ou até mesmo se dar um pequeno prêmio. Vejamos as fases da técnica Pomodoro:
1. Revise sua agenda e crie o espaço de tempo que você precisa. Cirillo propôs intervalos de 25 minutos além da pausa, mas podem ser de 20 ou 30 minutos. Da mesma forma, há pesquisas posteriores que sugerem intervalos mais longos. Neste ponto, vale a pena que cada pessoa identifique o que mais a ajuda.
2. Consiga um temporizador. Já dissemos, escolha o que for mais confortável para você e se comprometa a segui-lo. Além disso, reúna tudo o que você precisa: documentação ou material necessário. Ligue se precisar de ajuda antes de começar.
3. Concentre-se apenas na tarefa. Este ponto é especialmente difícil. Aqui aparecem as interrupções, as consultas ao celular, os assaltos à geladeira ou à cafeteira. Se aplicarmos a técnica Pomodoro, precisamos eliminar todas as possíveis interrupções: desligar o celular ou fazer o café que “imperiosamente” necessitamos.
4. Faça uma pequena pausa. É aqui onde damos permissão para que a mente difusa entre em cena. Se fizermos 25 minutos de trabalho, uma pausa adequada seria de cinco minutos, por exemplo. Segundo Cirillo, nesse momento não devemos cair na sensação de improdutividade e nos estender e estender. Já dissemos, os descansos ajudam a mente focada.
5. Continuar as sessões de trabalho e fazer uma pausa maior. Os espaços de 25 minutos e cinco de descanso podem ser encadeados até completar três e, em seguida, fazer uma pausa mais longa de 20 minutos, por exemplo. Ou, caso cinco intervalos forem feitos, o descanso poderia ser de 30 minutos. Da mesma forma, neste ponto poderíamos nos dar uma pequena recompensa, como um doce que gostamos, uma caminhada ou qualquer coisa que nos dê energia.
Em suma, todos nós temos dificuldade em nos concentrar em algo que não nos apetece muito, como um trabalho, uma lição de casa ou resolver um problema doméstico. Mas a técnica Pomodoro nos ajuda a melhorar a concentração, alternando a mente focalizada com a difusa. Você faz o teste?
Fonte https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/06/estilo/1536224706_924059.html

domingo, 23 de setembro de 2018

Mickey Mouse completa 90 anos: 10 curiosidades sobre o personagem

O personagem icônico de Walt Disney fez sua primeira aparição nos cinemas em 1928; confira algumas curiosidades sobre sua história e criação

Costuma-se dizer que grandes criações são realmente grandes quando conseguem mostrar que são capazes de sobreviver à morte dos seus criadores. Concomitantemente, criadores admiráveis eternizam-se ao tornar inacabáveis suas criaturas. E, na história, poucas figuras e poucos empreendimentos representam tão bem essas máximas quanto Walt Disney. 

Em 1921, Disney iniciou sua trajetória no mundo da arte, com a pequena produtora Laugh-O-Gram, que montou com o irmão Roy e o amigo Ub Iwerks. Lá, começou a fazer animações de contos de fada, que eram exibidas na abertura dos filmes do cinema local. Nos anos seguintes capitaneou diversas transações e, mesmo entre prejuízos e calotes que sofreu, conseguiu lançar no mercado sua mais célebre criação: o Mickey Mouse. Agora, 90 anos desde sua criação, o Mickey Mouse continua vivo na memória de crianças e adultos ao redor do mundo, e é a franquia número 1 da The Walt Disney Company.

Em seu nonagésimo aniversário, confira algumas curiosidades do personagem mais icônico do mundo:

1. No início, o personagem principal de Walt Disney não era Mickey...


E sim Oswald, o coelho sortudo. Walt Disney acreditava que o personagem seria um sucesso, mas em uma viagem para tentar conseguir dinheiro para a produção, os investidores deram uma resposta negativa e, como os direitos autorais do personagem pertenciam a eles, assumiram o controle do personagem.
2. O primeiro nome de Mickey Mouse, na verdade era...


Mortimer! Após a reunião com os investidores de Oswald, Walt Disney e sua esposa voltaram a Los Angeles em um trem onde, Walt passou o tempo criando um ratinho alegre e com grandes orelhas redondas.

3. O nome "Mickey" foi sugerido por outra pessoa


Lillian, esposa de Walt, achou o nome Mortimer muito pretensioso e sugeriu Mickey. A partir daí, nascia um astro!
4. Nem tudo foi sucesso no começo!


Após criar o personagem, Walt Disney começou a trabalhar imediatamente no primeiro desenho animado de Mickey Mouse: Plane Crazy. O entusiasmo desapareceu quando nenhum distribuidor quis comprar o filme. Em sua segunda tentativa, Walt produziu outro desenho animado mudo intitulado Mickey, The Gallopin' Gaucho, porém a Warner Bros. havia iniciado os filmes falados.

5. A estreia de Mickey Mouse nos cinemas foi um grande marco...


Com Steamboat Willie, Mickey Mouse fez sua estreia nas telas de cinema em 18 de novembro de 1928, no Colony Theatre de Nova York, como o astro do primeiro desenho animado com som sincronizado.
6. As primeiras palavras de Mickey foram...

"Hot Dog! Hot Dog!", a fala faz parte do curta-metragem The Karnival Kid (1929). Daquele momento em diante, na maioria dos curtas de Mickey durante a Segunda Guerra Mundial foi o próprio Walt Disney que deu voz a Mickey.

7. Mickey Mouse possui nomes diferentes em alguns idiomas


Apesar do nome Mickey Mouse ser conhecido no mundo todo, em italiano, é chamado de Topolino; em alemão, é o Micky Maus; em espanhol, Raton Mickey; em sueco, Musse Pigg; e em mandarim, Mi Lao Shu.
8. Mickey participou da cerimônia do Oscar duas vezes


Em 1998, o personagem subiu ao palco para entregar um envelope ao ator Tom Selleck. Já em 2003, Mickey voltou a aparecer na cerimônia como animação ao lado da atriz Jennifer Garner.

9. Mickey Mouse chegou à televisão em 1950


Nesta década, Walt produziu um especial de Natal para televisão chamado "One Hour in Wonderland". O desenho clássico Relojoeiros das Alturas (1937) também foi apresentado como parte das comemorações de fim de ano.

10. Mickey Mouse foi o primeiro personagem de desenhos animados a ser amplamente licenciado


O primeiro livro de Mickey Mouse foi publicado em 1930 e a Ingersoll Watch Company produziu o primeiro relógio do Mickey em 1933.
Fonte http://www.administradores.com.br/noticias/entretenimento/mickey-mouse-completa-90-anos-10-curiosidades-sobre-o-personagem/126422/

sábado, 22 de setembro de 2018

Robô é contratado na Pernod Ricard e trabalha pelo WhatsApp

A inteligência artificial já está no cotidiano do trabalho na área de Recursos Humanos. Conheça Alex, o robô da Pernod Ricard

Smartphone com vários apps, como WhatsApp, Messenger e Firefox
WhatsApp: a receptividade para Alex foi excelente (Lucas Agrela/Site EXAME)
São Paulo – Imagine que você esteja pensando em tirar suas férias e marcar uma viagem, mas surgiu uma dúvida sobre a data e é um sábado. Você vai ter que esperar até segunda-feira para mandar um e-mail, receber a resposta e só depois comprar suas passagens.
Até o mês passado, esse poderia ser um problema dos funcionários da Pernod Ricard. E então, Alex foi contratado no departamento de Recursos Humanos.
Ele trabalha 24 horas e nos finais de semana, sempre disponível para todos: é só mandar uma mensagem no WhatsApp. Ele pode tirar as dúvidas sobre folha de pagamento, 13º salário, despesas corporativas, capacitação e treinamento, entre outras coisas.
A equipe dele também adorou. “Se cada colaborador tirar férias uma vez por ano são 450 dúvidas do tipo que o time de RH precisa responder. Isso toma tempo, que poderia se dedicar a fazer atividades que elevem o trabalho a outro patamar, de mais valor e menos operacional”, comenta Isabela Camanho, diretora de RH da Pernod Ricard Brasil.
Alex é um robô. Ele – ou Ela, pois Alex não tem gênero definido – é um programa que utiliza inteligência artificial (o famoso sistema Watson, da IBM) e a simples interface do WhatsApp para conversar com os 450 funcionários da Pernod Ricard espalhados pelo Brasil e tirar suas dúvidas diárias.
A diretora de RH explica que foram mapeadas as perguntas comuns da área e programadas no Alex, mas que ele está aprendendo constantemente. Quando uma pergunta ainda não cadastrada é feita, eles ensinam o robô de acordo com as políticas da empresa.
O desenvolvimento e acompanhamento do Alex fica com a área sob responsabilidade de Trajano Leme, gerente de projetos da Pernod Ricard Brasil. Ele explica que as perguntas e conversas são monitoradas pela área, preservando o anonimato do funcionário que fez a pergunta.
“Escolhemos uma interface amigável, do WhatsApp, com capacidade multimídia de interação. Ele pode verbalizar, mandar áudios e vídeos, inclusive disseminar rapidamente vídeos corporativos. Nosso objetivo final é sanar as dúvidas em definitivo, ele está em etapa de aprendizado ainda, mas vamos eliminar a procura do RH para resolver essas questões”, explica ele.
Segundo Leme, eles já podem contabilizar uma economia de 60 horas de trabalho do departamento de RH e dos funcionários. Aumentando a produtividade e agilidade das interações. Contanto perguntas e respostas, já foram quase 7 mil diálogos feitos em pouco mais de um mês.
E a receptividade para Alex foi excelente.
Os funcionários da empresas viajam muito para representar marcas e o gerente de projetos já recebeu depoimentos positivos sobre o robô. “Uma funcionária teve uma dúvida e estava no meio do sertão. Ela contou que não precisou recorrer a ninguém no escritório e resolveu de imediato seu problema”, diz.
Foi uma surpresa como a interação com o robô foi natural, sem necessidade de treinamento, e com o diálogo fluindo sem problemas. No final do processo, os funcionários chegam a agradecer Alex e se despedir.
Do lado do RH, acabou o trabalho repetitivo e constante. “Continuamos atendendo às pessoas, mas podendo agregar mais valor ao nosso trabalho”, conta a diretora.
Tudo indica que o novo colega de trabalho veio para ficar. E pode se tornar cada vez mais comum encontrá-lo em outras empresas. No Brasil, 14% dos executivos entrevistados pela Randstad planejam aumentar o nível de automação e robótica nos próximos 12 meses. Para 38% dos entrevistados, a estratégia tecnológica do empregador transforma ou tem impacto positivo no negócio.
Os dados são da pesquisa Talent Trends com 800 executivos, RHs e líderes de empresas em 17 países.
Pavel Kerkis, diretor da Randstad Sourceright, confirma que o uso de inteligência artificial como solução da área de Recursos Humanos já começou e que a tendência é aumentar.
“Aqui, pensamos em soluções tecnológicas para a área de RH e recrutamento. Fora do horário comercial, podemos ativar o robô para responder questões de candidatos no processo seletivo. Também podemos resolver uma antiga reclamação dos candidatos, pois podemos garantir 100% de feedback”, fala Kerkis.
Essa é apenas uma ponta. Os programaS já auxiliam nos processos na triagem de currículos, análise de entrevistas em vídeo e no agendamento automático de entrevistas presenciais.
“O trabalho da Inteligência Artificial é apenas complementar. Tudo ainda passa por um ser humano, mas ele pode programar métricas e gerar relatórios sobre os candidatos que auxiliam na escolha”, diz ele.
No vídeo, por exemplo, o robô pode analisar as emoções e reações do candidato quando uma pergunta é feita. Segundo o diretor, se é feita uma pergunta sobre suborno, a máquina observa a reação da pessoa à situação.
A integração de novas tecnologias no cotidiano das empresas já começou. Não se surpreenda quando seu próximo recrutador ou colega de trabalho for um robô.
Fonte https://exame.abril.com.br/carreira/robo-e-contratado-na-pernod-ricard-e-trabalha-pelo-whatsapp/

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

WhatsApp: o que diz a lei sobre mensagens de trabalho fora do expediente?

Para que não haja problemas legais entre empresa e empregado, é fundamental que as cláusulas do contrato sejam muito claras, alinhadas às leis trabalhistas e cumpridas à risca

Hoje é comum e rotineiro ver pessoas conectadas aos celulares o tempo inteiro. Seja onde for, é raro não notar gente com os olhos colados no aparelho. E, obviamente, esse hábito também acontece no ambiente corporativo, inclusive como estratégia para estar mais próximo dos clientes e parceiros.
Mas quais são os limites de utilização das ferramentas de mensagem e/ou redes sociais no ambiente de trabalho? E quando atrelado à vida profissional, como podemos separar a hora de trabalho da hora de descanso? 
Em relação ao WhatsApp, pesquisas apontam ser este um dos aplicativos mais utilizado pelos brasileiros, fora do horário de trabalho, para resolver questões profissionais. É possível considerar que o empregado está trabalhando ou à disposição do empregador? Nesta hipótese, as horas extras ou as horas sobreaviso estariam configuradas? 
A Consolidação das Leis do Trabalho foi editada em 1943, época em que a comunicação entre empregado e empregador fora do local de trabalho quase não ocorria. Ao longo dos anos, a jurisprudência foi aclarando esta situação. 
Quanto à configuração das horas em sobreaviso, de acordo com a Súmula 428 do Tribunal Superior do Trabalho, que trata do regime de “sobreaviso”, a mera utilização de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa, por si só, não caracteriza o regime de sobreaviso. E ainda, que é considerado em sobreaviso “o empregado que, à distância e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso”. 
Sendo assim, a Súmula deixa claro que não basta o uso de instrumentos telemáticos ou informatizados, mas sim, estar sob controle patronal, permanecendo à disposição do empregador para executar um serviço. 
No tocante às horas extras, há entendimentos que consideram como hora extra o uso de WhatsApp ou outras funcionalidades para prestar serviços fora do horário de trabalho, nos termos do disposto pelo artigo 6º da CLT, ao analisar o caso concreto, pois tal artigo iguala o trabalho remoto ao trabalho presencial. 
Como exemplo, podemos citar: um funcionário que recebe uma consulta de cliente fora do horário de trabalho, obrigando-o a responder imediatamente. Ou o recebimento de uma mensagem pelo empregador, solicitando a elaboração e envio de um relatório em pleno sábado. Ou seja, trata-se de conduta que leva o funcionário a trabalhar fora do horário de expediente.
Para que não haja problemas legais entre empresa e empregado, é fundamental que as cláusulas do contrato sejam muito claras, alinhadas às leis trabalhistas e cumpridas à risca.
Regina Nakamura Murta — Sócia Responsável pela Área Trabalhista do escritório Bueno, Mesquita e Advogados.
Fonte http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/whatsapp-o-que-diz-a-lei-sobre-mensagens-de-trabalho-fora-do-expediente/126419/

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Como gerar insights para sua gestão de pessoas

Como gerar insights para sua gestão de pessoas

Você sabe o que são insights, que todo mundo fala a todo momento? Talvez muita gente esteja usando a palavra da forma errada, mas isso não torna esses insights menos necessários. Em bom português, os insightssão em geral pistas e indicações de algo que você deve realizar ou fazer para conseguir um melhor resultado.
Por exemplo, aquela pequena ideia que você teve sobre como tornar determinado funcionário mais produtivo, que parece ter vindo do nada. Pois bem, na maioria dos casos, ela não veio do nada. Essa ideia foi motivada por alguma coisa que você fez ou algo que aconteceu, que levou você, ainda que inconscientemente, à conclusão de que determinada ação poderia dar certo.
Agora que você sabe do que se trata, que tal não deixar que esses insightsapareçam apenas ao acaso?
Todos os dias pensamos e avaliamos o mundo onde vivemos. No trabalho isso não é diferente. Contudo, nossas tarefas e afazeres muitas vezes nos afastam dessas ideias e insights.
Existem maneiras de induzi-los ou até mesmo criá-los, e essa maneira é uma boa gestão, atenção na liderança e criação de processos que facilitem o aparecimento dessas ideias brilhantes e que fazem toda a diferença na administração corporativa.
A função prioritária do RH dentro de uma empresa e em relação a ideias e insights é a de garantir que esses focos e explosões de criatividade não se percam por conta da desatenção ou até mesmo da falta de encorajamento de funcionários e colaboradores. Ideias são, basicamente, o que nos colocou no ponto de evolução no qual estamos hoje, como sociedade, e ignorar essas manifestações da genialidade e do improviso humano pode colocar sua empresa para trás na escala evolutiva empresarial. E isso significa apenas uma coisa: perder o mercado para a concorrência.

Quais as características de um insight?

Já sabemos do que se trata, mas como definimos as propriedades de um insight, para que ele não seja apenas uma ideia aleatória? Bem, os insights dentro do campo empresarial possuem algumas características-chave:
  • Eles são aplicáveis, ou seja, essas pequenas ideias levam, por simples associação, a um plano de ação plausível e viável;
  • Eles são mensuráveis, pois quando aplicados podem resultar em mudanças que produzem efeitos que refletem nas métricas, especialmente naquelas métricas que você já acompanha;
  • Estável, pois um bom insight se aplica a diversas circunstâncias, e não varia de acordo com o lugar ou momento em que você está;
  • Reprodutível, uma vez que bons insights são capazes de ser duplicados em outras circunstâncias;
  • Consistentes, já que um bom insight resolve problemas ou modifica profundamente procedimentos, criando novos padrões com o tempo.
De qualquer modo, insights são provenientes, em geral, do conhecimento. Quanto mais conhecimento manipulamos e produzimos, maior a quantidade de insights que são gerados em função do tempo.
Um insight é um resultado da própria observação e dedução humana e, sob esse aspecto, quanto maior seu repertório para identificar padrões e relações em fatos e acontecimentos, e naquilo que você observa em seu dia a dia, mais a probabilidade de gerar novos insights. A contemplação e a possibilidade de observar nosso entorno é o que nos leva a ter ideias, e se nos privarmos dessa faculdade, os insights começam a sumir até desaparecerem por completo. É a morte da criatividade, e ela também afeta muitos no meio corporativo.

Manipulando dados

Como dissemos, aí está o segredo da geração de insights: dados, que produzem informações e geram, com o tempo, conhecimento. Nesse sentido, basta lembrar que estamos inseridos em um dos momentos da humanidade nos quais dados são gerados com maior rapidez: o big data.
O big data modificou totalmente a forma com que coletamos, organizamos e associamos os dados. E quanto mais dados (e quanto melhor a qualidade de seu processamento), mais informação e conhecimento são gerados.
E a partir deles, você tende a multiplicar os insights. É como se você expusesse mais e mais imagens ao seu cérebro, esperando que ele faça associações e dispare aquele lampejo (a lâmpada, em quadrinhos e desenhos animados, lembra?) que leva aos bons insights.

Os pilares da geração de insights

A geração de insights, grosso modo, pode ser impulsionada com base em sete diferentes pilares, cada um deles fundamental na estratégia dos recursos humanos ou qualquer outra área para promovê-los:

Contexto

O contexto é algo que explica tudo. Qualquer análise, avaliação ou mesmo observação que não leve em conta o contexto de uma situação ou circunstância jamais poderá gerar insights realmente aplicáveis.

Conceito

É preciso conhecer os conceitos, definições e características daquilo que estamos avaliando. Os insights nada mais são do que respostas e soluções que nosso subconsciente aponta com base em nosso repertório e no conhecimento que possuímos a respeito do mundo que nos cerca e de várias situações.

Profundidade

Insights são específicos, eles têm profundidade no tema que abordam e jamais têm uma característica genérica. Produzir insights depende de foco, e o foco leva a respostas mais profundas e centradas em determinados assuntos ou tópicos, e não abrangentes e imprecisas.

Diferenciação

É preciso considerar a diversidade e a diferenciação para angariar e coletar insights relevantes dentro de uma empresa, especialmente em um segmento que lida com algo tão subjetivo quanto a mente humana, como é o caso do RH. Ao desconsiderar a diversidade, o RH pode na armadilha do simplismo e capturar ideias e concepções limitadas e preconceituosas.

Momento e timing

Bons insights precisam ser identificados e aplicados com rapidez e celeridade. Eles geralmente são ideias que aparecem como um relâmpago e atendem a problemas e dúvidas momentâneas. Adiá-los ou deixá-los para análise posterior é algo que pode invalidar ideias esplêndidas e inviabilizar completamente a aplicação de boas ideias.

Espaço e tranquilidade

Para gerar insights, é preciso de espaço e de calma. Tempo para refletir e pensar, e possibilidades de fazê-lo sem pressões. Empresas que ainda empregam o modelo tradicional de administração por pressão ou conflitos minam a geração de boas ideias e matam a criatividade ao longo do tempo, em troca da realização sem evolução de tarefas repetitivas.

Melhoria contínua

Os insights no campo empresarial sempre devem apontar em direção à melhoria contínua. Sua própria razão de existência é a melhoria ou aprimoramento de determinadas tarefas ou processos, então essa orientação deve ser internalizada desde o início.

Fatores para avaliação de insights

E como avaliar se um insight ou ideia é realmente pertinente. Para tanto, é preciso analisar uma série de fatores e valores, e separamos sete deles aqui.
Primeiro, é preciso estudar até que ponto os insights gerados possuem o escopo necessário e exigido dentro dos objetivos empresariais.

Avaliação

Uma rápida avaliação geralmente aponta a viabilidade de uma ideia, o bom e velho processo de validação. Precisamos submeter ideias à avaliação crítica de mais de uma pessoa, ainda que rapidamente, para afastar nossa própria opinião ou a opinião dos respectivos autores.

Visão holística 

Uma ideia sempre deve ser avaliada em seu impacto no todo, não apenas na tarefa ou no item que será alterado ou manipulado.

Experiência

A experiência é a única forma realmente viável e confiável de testar uma ideia. Mas lembre-se: experimentos precisam trabalhar, necessariamente, com a possibilidade de falha. Nem tudo dá certo.

Negócio

É importantíssimo que uma boa ideia esteja em linha com o negócio em si, caso contrário, pode não ser tão boa quanto parece.

Decisão

Implementar ideias é algo que exige decisões. É preciso que as pessoas que coletam e avaliam ideias e insights possuam também autoridade para colocá-las em prática quando conveniente ou necessário.
Fonte https://blog.solides.com.br/como-gerar-insights-para-sua-gestao-de-pessoas/

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Embalagens inteligentes abrem novas oportunidades

supermercado onlineDiante dos avanços do supermercado online em diferentes regiões do mundo, a Tetra Pak projeta que as embalagens terão papel cada vez mais importante em resposta

às tendências que estão moldando o setor.
“A expansão do supermercado online representa uma grande oportunidade para as marcas. Neste cenário, a embalagem inteligente será uma ferramenta importante ao ajudar a promover uma maior transparência e eficiência na cadeia de suprimentos, ao mesmo tempo em que abre novas possibilidades de interação e comunicação com o consumidor”, explica Carvalho.

Desde 2016, a Tetra Pak tem investido em testes e no desenvolvimento de códigos únicos para embalagens inteligentes. Na Europa, alguns dos clientes da marca já estão implementando com sucesso a inovação – caso da fabricante espanhola Puleva, que instalou códigos únicos em embalagens de suco como modo de proporcionar novo formato de interação com os consumidores.
As embalagens inteligentes baseadas em códigos digitais únicos permitem que cada produto receba um identificador próprio. Esses códigos podem ser lidos por dispositivos de escaneamento de dados ou por smartphones comuns, dando acesso a uma imensa quantidade de informações e abrindo todos os tipos de possibilidades.
O novo formato cria espaço para um canal interativo e individual de comunicação em tempo real entre as marcas e os consumidores, oferecendo detalhes sobre o fornecimento de matérias-primas, fatos nutricionais, bem como entretenimento, promoções e informações ambientais.
Ao mesmo tempo, com insights capturados por meio desses códigos digitais únicos, as marcas podem melhorar continuamente a experiência de compra e torná-la cada vez mais personalizada para cada consumidor.
Por outro lado, os varejistas online também têm pedido códigos de identificação compatíveis com as tecnologias utilizadas em seus depósitos e centros de distribuição, uma vez que isso é entendido como a chave para o sucesso no comércio eletrônico. Os dados e a rastreabilidade de toda a cadeia os ajudam a navegar por uma logística complexa e a melhorar a sua eficiência, aproximando-os da entrega de pedidos em tempo real.
Quatro tendências
O Tetra Pak Index 2018 destaca as quatro principais tendências que moldam o crescimento na compra de alimentos e bebidas em supermercados online:
Conveniência: Este é o principal fator impulsionando a aceitação do consumo online, à medida que os consumidores procuram novas maneiras de tornar sua vida mais simples. Entre as principais oportunidades estão o fácil reabastecimento do produto, recursos de voz e a embalagem conveniente.
Sustentabilidade: A pressão sobre o plástico e a conscientização da economia circular continuarão a crescer, e a reciclagem se tornará cada vez mais importante. Os consumidores querem saber se as marcas estão “agindo corretamente”.
Personalização e exclusividade: Daqui para frente, a customização de produtos e a personalização da jornada do consumidor serão diferenciais. Isso tem acelerado a tendência do direto-ao-consumidor, e cerca de 80% das empresas de bens de consumo embalados globais deverão migrar para esse modelo até 2025.
Tecnologia e desempenho: Espera-se que até 2025 a entrega super-rápida (em apenas 10 minutos) mudará o comportamento do consumidor no sentido de comprar com maior frequência e em menores quantidades, acrescentando mais complexidade à logística. As cadeias de suprimentos continuarão a ser transformadas por uma série de tecnologias, especialmente a identificação por radiofrequência (RFID) e a robótica, aumentando a eficiência e a transparência dos processos.

Fonte https://www.imam.com.br/logistica/noticias/embalagem/3348-embalagens-inteligentes-abrem-novas-oportunidades