sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Acordos comerciais aumentarão a competitividade brasileira – Especial CNI

Êxito das negociações com o México e a União Europeia é decisivo para melhorar a participação do Brasil no comércio mundial e alavancar a produtividade da indústria. Leia na terceira reportagem especial da série Comércio Exterior

Terceira reportagem especial da série Comércio Exterior - CNI



Terceira reportagem especial da série Comércio Exterior – CNI






Desde 2005, a importância das exportações brasileiras para o México vêm diminuindo gradativamente. Uma das formas para recuperar o mercado, é ampliar o atual tratado de comércio entre os dois países. Pesquisas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), indicam que o acordo pode aumentar em até 50% as exportações de produtos brasileiros para aquele país em 10 anos. Isso significa que, caso o acordo seja concretizado, as vendas do Brasil para o México passarão dos atuais US$ 4,4 bilhões por ano para US$ 6,6 bilhões.
Além do acordo com o México, o Brasil e seus parceiros no Mercosul negociam com a União Europeia, que é o segundo maior destino das exportações totais brasileiras para o mundo, atrás apenas da China.
Os acordos são ferramentas poderosas para inserir melhor as empresas brasileiras no mercado internacional, tanto via comércio quanto via investimentos. Essas ações são necessárias porque, em 2015, as vendas externas brasileiras caíram 15,1% em relação a 2014. Foi a quarta queda consecutiva das exportações.
Atualmente, os produtos brasileiros só têm acesso facilitado, livre de tarifas de importação e barreiras não tarifárias, a menos de 8% do mercado internacional, enquanto os dos Estados Unidos atingem 24%, os da União Europeia 45% e, os do México, 57%. Para a gerente-executiva de Negociações Internacionais da CNI Soraya Rosar, aumentar o comércio internacional é fundamental para a maior integração internacional do Brasil, que contribuirá para aumentar a produção industrial do país e os investimentos no setor.
As economias internacionalizadas são as que apresentam os maiores ganhos de produtividade, avalia o coordenador do Centro do Comércio Global e Investimento (CCGI) da FGV, Lucas Ferraz. Entre 2002 e 2012, a produtividade brasileira cresceu apenas 0,6% por ano; resultado 11 vezes menor do que o da Coreia do Sul (6,7%) e sete vezes menor do que o dos Estados Unidos (4,4%). “O Brasil ficou de fora desse processo de internacionalização e não alcançou uma inserção compatível com o tamanho da sua economia. O que se nota é uma queda de produtividade da economia brasileira, consequência do isolamento comercial”, explica Ferraz.
Em estudo feito pela CNI, 88% dos industriais afirmam que os acordos atuais com o México não são satisfatórios. Apenas 55% das exportações brasileiras para aquele país são beneficiadas atualmente pelo acordo em vigor. Por isso, a CNI defende que o Brasil deve expandir os acordos de comércio com o México.
Em 2015, as exportações do Brasil para aquele país caíram pelo segundo ano consecutivo. Passaram de US$ 3,7 bilhões para US$ 3,6 bilhões, quase US$ 1 bilhão a menos do que os US$ 4,5 bilhões registrados em 2006. “Os nossos produtos têm problemas para competir em outros países por conta das barreiras tarifárias e não tarifárias. Nossos concorrentes, que já assinaram acordos de redução de tarifas e outras exigências alfandegárias, têm vantagens”, informa Soraya Rosar.

Prioridades

Para a diretora do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (Cindes), Sanda Rios, negociações com o México e com a União Europeia são, hoje, duas das maiores prioridades. Sandra acredita que “um acordo que regule as relações entre o Brasil e o México é muito promissor”. Para ela, quando isso ocorrer, será um grande passo para integrar ainda mais os países da América Latina. “Esse acordo teria um impacto importantíssimo para internacionalização da economia brasileira, porque será uma resposta do Brasil para este movimento de integração mundial.”
Sandra Rios explica que negociar a abertura do comércio com a Europa também é importante pela dimensão e relevância daquele mercado no mundo. Além de estimular a entrada de produtos brasileiros, um acordo com a União Europeia facilitará a importação de produtos sofisticados e industrializados europeus que são importantes para o desenvolvimento tecnológico das empresas brasileiras.
Atualmente, o principal acordo do Brasil é com o Mercosul. Porém, nos últimos anos, a união aduaneira com Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela enfrenta o esvaziamento da agenda comercial e econômica. Em 2015, as exportações brasileiras para os países do Mercosul diminuíram em 11,89% em relação ao ano anterior. Foi a segunda queda consecutiva das vendas para o mercado comum.
Para a presidente do Comitê Brasileiro de Barreiras Técnicas ao Comércio (CBTC), Vera Thorstensen, “o Brasil ficou refém e agora tem que correr atrás dos outros países para fazer acordos comerciais”. Segundo ela, essa é a hora de adotar uma nova postura e voltar a negociar com grandes exportadores como Europa e Estados Unidos. “O Brasil não tem outra opção. Tem que baixar suas tarifas para participar das cadeias de globais de valor e conseguir voltar a exportar”, afirma Vera Thorstensen.

Primeiro Passo

O Brasil já começou a fazer acordos com países da América do Sul como Peru, Chile e Colômbia. Mesmo as negociações sendo limitadas, já é um primeiro passo para ampliar o mercado das empresas nacionais. A gerente-executiva de Negociações Internacionais da CNI, Soraya Rosar, afirma que as empresas brasileiras têm muito a ganhar com acordos dentro do continente. “Esta é uma oportunidade de exportar não só produtos agrícolas, mas também os industrializados”, afirma.
Fonte: Agência CNI de Notícias e http://www.cargonews.com.br/acordos-comerciais-aumentarao-competitividade-brasileira/

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Foco nos resultados? Melhore o ambiente de trabalho e o relacionamento entre funcionários

A liderança deve garantir um clima organizacional de apoio e incentivo ao desenvolvimento de cada colaborador
Dizem que aqueles que seguem tendências estão atrasados e que o bom mesmo é ser inovador e lançá-las. O fato é que as empresas estão olhando cada vez mais de perto para seus colaboradores, pois esse é o ativo mais importante que elas possuem. E pessoas são complexas. Às vezes, o comportamento de um único indivíduo em uma equipe pode atrapalhar a performance de todos os outros, tornando o trabalho menos produtivo.
O papel atual do líder não é mais, simplesmente, o de dar ordens e esperar acontecer. Ele precisa garantir um clima organizacional de apoio e incentivo ao desenvolvimento de cada colaborador, para que, como equipe, todos mantenham o foco nas metas estratégicas da empresa. Engajar os funcionários tem sido um desafio cada vez maior para os líderes de hoje.
Para complicar esse novo contexto, o mundo está cada vez mais “líquido”, as pessoas não se sentem mais obrigadas à fidelidade de antes. Mudam muito facilmente de ideia, de emprego, de cidade e de tudo o mais que aparecer. Para vestir a camisa de uma empresa, é preciso sentir que ela merece ser vestida.
De olho nessas mudanças e tentando evitar a perda de talentos, as companhias têm se preocupado em oferecer a seus funcionários ambientes atrativos, considerando itens que antes não tinham tanta relevância, tais como: envolvimento da empresa com a sustentabilidade, líderes inspiradores, flexibilidade de horário e ambientes colaborativos para a busca de soluções, entre outras tantas questões inovadoras. Nesse presente cenário, o bom relacionamento interpessoal torna-se fundamental, e para isso acontecer, alguns passos são importantes.
Primeiramente, as pessoas precisam enxergar como o comportamento de cada um está impactando no ambiente e na produtividade da empresa. Por meio de uma análise 360° informal, cada um consegue identificar se a maneira como o outro o vê combina com a visão que se tem de si mesmo. A partir daí, a pessoa pode refletir sobre quais comportamentos ela precisa e deseja mudar. Afinal, não se pode melhorar o que não se pode medir.
O próximo passo é trabalhar com a equipe (em oficinas dinâmicas) os comportamentos fundamentais para a criação de uma nova cultura: colaboração criativa, busca de soluções com mais autonomia, visão sistêmica, priorização, organização, produtividade, foco em resultado e “ser líder de si mesmo”. Os comportamentos variam de empresa para empresa. Quando todos compreendem o que podem ganhar com essas mudanças, há o engajamento natural. A equipe passa a sugerir ideias e tem muito interesse em que elas sejam implementadas.
Todo mundo gosta de trabalhar em um ambiente leve e divertido, mas que seja produtivo. A sugestão aos líderes é: deixe a equipe se conhecer melhor e pergunte aos integrantes como podem inovar. Eles certamente terão uma boa resposta e todos sairão ganhando.
*Por Cris Cintrão e Luciana Franco, fundadoras da Improve Human Consulting
Fonte http://www.mundorh.com.br/como-o-rh-pode-melhorar-o-ambiente-de-trabalho-e-o-relacionamento-entre-funcionarios/