terça-feira, 4 de outubro de 2016

Aprenda a dar feedback com “técnica do sanduíche”


A crítica é parte fundamental do processo para orientar as pessoas a apresentarem comportamento e desempenho adequados a uma determinada situação e, além disso, é importante para o aprendizado e o crescimento. O famoso feedback ajuda a modificar a nossa maneira de lidar com algumas situações e a trabalhar com mais empenho na busca de melhores resultados.

Pessoas bem­-sucedidas sabem valorizar as críticas que recebem de chefes, subordinados, colegas, clientes, fornecedores, no meio em que vivem e aprendem a utilizá-las em proveito próprio, não apenas no ambiente de trabalho, mas também nas relações sociais e familiares.

O feedback é essencial para ajudar na motivação dos profissionais. A “técnica do sanduíche” para dar um retorno sobre as atividades dos colaboradores, além de ser simples e eficaz, ajuda no aprendizado de como fazer uma crítica construtiva.

Para entende-la melhor, pense nos passos para se fazer um sanduíche: primeiro, corte o pão em duas metades e passe o condimento de sua preferência; coloque o recheio que você mais gosta e, por último, feche com a outra base do pão.

Pois bem, o feedback construtivo também pode ser feito da mesma forma, em apenas três passos:

Primeiro passo - “Base do pão”: inicie a conversa com ênfase e valorização dos pontos fortes daquele colaborador. Lembre-se de que o objetivo é aprimorar um comportamento ou desempenho e, ao comentar algo que não deu certo, use expressões positivas. Isso indicará que esse “bate-papo” terá desfecho assertivo;

Segundo passo - “Recheio”: a exemplo do seu sanduíche, essa é a parte mais importante, por isso vou descrevê-la em tópicos:

a)      Descreva o que aconteceu: qual é o problema? Tenha bem claro o que, no atual comportamento ou desempenho, precisa ser alterado e por quê.  Cite um exemplo real, esse é um ponto crucial;
b)      Ouça: permita que o colaborador exponha suas dúvidas e motivos de suas possíveis dificuldades;
c)       Descreva o comportamento desejado: seja específico. É muito importante deixar claro o desempenho ou resultado esperado;
d)      Procure soluções em conjunto: promover os ajustes necessários para a execução da tarefa pode não ser muito simples. Ajude com orientações e sugestões, tendo-se em vista o objetivo final esperado;
e)      Chegue a um acordo: é delicado forçar a execução do trabalho da forma que o líder julga ser adequada ou agir para mudar o comportamento do colaborador. Por isso, é importante ajudar e encorajar diante do desafio proposto, mas nunca se esquecer de que é ele quem realizará a tarefa. Pense na seguinte frase: “eu sei fazer isso muito bem, mas outros podem fazer ainda melhor”.

Terceiro passo – “Fechar o sanduíche”: reforce novamente os pontos positivos. Demonstre confiança na possibilidade de êxito, aperfeiçoamento e crescimento.

É bom frisar que, além desse passo a passo, você deve criar o ambiente apropriado para a crítica, busque falar com o colaborador em um local adequado, em particular e isento de interrupções. A crítica é sempre em particular, o elogio em público. Nunca ao contrário.

Siga os passos da “técnica do sanduíche” para melhorar os relacionamentos na empresa. Você também pode utilizá-los para revisar seu próprio desempenho.

*Daniela do Lago é coach de carreira, palestrante, professora dos cursos de MBA da Fundação Getúlio Vargas nas disciplinas de Gestão de Pessoas, Comportamento Organizacional, Comunicação e Relacionamento Interpessoal e escritora. Em 2014 lançou o livro “Despertar Profissional”, pela Editora Integrare, que contém dicas práticas de comportamento no trabalho

Fonte http://www.falandodevarejo.com/2016/09/aprenda-dar-feedback-com-tecnica-do.html

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Caminhoneiros sofrem com falta de descanso

Segundo levantamento da concessionária Arteris, 1 em cada 10 motoristas se encontra na faixa mais alta da Escala de Sonolência de Epworth, o que indica um risco 70% maior de sofrer acidentes

A pesquisa foi realizada pelo programa Saúde na Boleia com quase 5 mil caminhoneiros entre agosto de 2015 e agosto de 2016 | Foto: Reprodução
Caminhoneiros que rodam pelas estradas brasileiras enfrentam problemas de saúde. Se não bastasse esse problema, levantamento feito pela Arteris, uma das maiores concessionárias de rodovias do país, também revela que 10% dos motoristas dirigem com sono, aumentando o risco de acidentes no trânsito. Já 8% admitem o uso de anfetaminas.
A pesquisa foi realizada pelo programa Saúde na Boleia, promovido pela Arteris e que entrevistou quase 5 mil caminhoneiros entre agosto de 2015 e agosto de 2016. Nas ações, também foram realizados exames clínicos e de sonolência que resultaram no perfil de saúde dos profissionais que transitam em rodovias das regiões sul e sudeste.
“A relação do estado de saúde com a segurança no trânsito é direta. Por isso, investimos em ações de conscientização e de serviços voltados para o caminhoneiro”, explica a coordenadora do Saúde na Boleia, Maria José Finardi. “É comum encontrar motoristas que há muitos anos não faziam exames clínicos e, durante o atendimento, descobriram males como pressão alta e diabetes”.

Sono na estrada

Entre os exames realizados nas tendas montadas pela Arteris em pontos estratégicos de rodovias como a Régis Bittencourt e a Fernão Dias, está o de sonolência. Os testes identificam o grau de cansaço dos motoristas, medido de acordo com a Escala de Sonolência de Epworth.
Um resultado de até 9 pontos indica uma condição considerada normal. Acima dessa pontuação, é recomendado procurar um médico. No levantamento feito no Saúde da Boleia, verificou-se que 1 em cada 10 motoristas estão na faixa mais alta da Escala de Epworth, com risco 70% maior de sofrer acidentes.
“Trafegar com carga e em alta velocidade requer o máximo de atenção e reflexos dos motoristas. O sono potencializa uma série de acidentes e coloca em risco a vida dos demais usuários da rodovia”, alerta o gerente de operações da Arteris, Elvis Granzotti. “Preocupados com essa realidade, mantemos programas permanentes de apoio ao transportador. Além do Saúde na Boleia, também promovemos o ‘Acorda, Motorista’, alertando os profissionais sobre a importância do descanso para uma viagem segura”.
Cerca de 39% dos entrevistados ficam fora de casa por mais de 20 dias por mês, e 1% enfrenta jornada de mais de 18 horas diárias. Já 40% dormem no próprio caminhão. E, para enfrentar a rotina desgastante e prazos apertados, muitos deles recorrem às drogas: 8% dos caminhoneiros admitiram que usam anfetaminas. E 19% afirmam que já se envolveram em acidentes nas estradas.

Problemas de saúde

O excesso de peso também é outro problema identificado em quase metade dos motoristas abordados. Cerca de 24% estavam obesos e outros 25% com sobrepeso. Doenças associadas a má alimentação também são comuns entre os motoristas: 14% sofrem de hipertensão, 33% apresentam colesterol alto, 61% estão com taxa alta de glicemia e 40% com triglicérides alta. “São doenças que podem resultar em infartos e acidentes vasculares”, afirma Granzotti.

Mês da Segurança Arteris

Pelo terceiro ano consecutivo, a Arteris, uma das maiores companhias de concessões rodoviárias do Brasil, promove uma série de ações de conscientização no mês de setembro, em sintonia com a Semana Nacional do Trânsito. Realizadas em cinco estados – Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo – as iniciativas alertarão motoristas, caminhoneiros, motociclistas, pedestres e ciclistas sobre comportamentos de risco no trânsito. Em 2014 e 2015, 1,8 milhão pessoas foram impactadas pelas ações.
O Mês da Segurança teve início com a realização do III Fórum de Segurança Arteris, que nesta edição reuniu mais de 250 pessoas e trouxe experiências de grandes empresas para redução de acidentes com foco em colaboradores, motoristas profissionais, motociclistas e estudantes.
Fonte: Assessoria de Imprensa e http://www.cargonews.com.br/caminhoneiros-sofrem-com-falta-de-descanso/