“Olá pessoal, eu sou o fracasso. Detesto osucesso. Todos só falam nele, dão atenção a ele, o mundo só respeita ele. Eu sempre sou lembrado, mas, como a escória do mundo. Dizem que não sirvo para nada e ninguém me quer.
As pessoas famosas me detestam. Algumas até se aproximam de mim, mas, de algum modo, fazem de tudo para sair de perto. Empresários, profissionais, todos amam meu irmão mais célebre: o sucesso.
Sou irmão também da derrota, outra que ninguém quer ver por perto. Vejo nas competições que também não a valorizam. O que vence é ovacionado, mas, nós: derrota e fracasso, mesmo tão pertos do nosso ilustre irmão, somos lembrados com horror, raiva. Todos querem mesmo é estar junto do sucesso.
Alguns poucos nos reconhecem: ficam em segundo, terceiro e até em último lugar, e ainda assim vibram. Nos sentimos bem nesse momento, e até esboçamos vontade de sermos igual ao nosso irmão.
O problema é que ninguém percebe que falando mal de nós isso só atrapalha. Não conseguimos coisas tão sonhadas como autoestima, motivação, entusiasmo quando as pessoas nos chacotam. Tudo o que precisávamos era de alguém que nos valorizasse, enxergasse nossa importância. Ah, como seria maravilhoso se dessem apenas um sorriso para nós!
Mas, o que ouvimos são coisas horríveis: “seu imbecil, sua idiota, fracassado, derrotado, mendigo, pobre, vagabundo…”, e tantas outras conjurações que fazem contra nós.
Veja, nossa prima tristeza é mais valorizada. Quando ela aparece vem gente de tudo quanto é lado e diz: “calma, tudo vai passar, as coisas vão dar certo”. Pegam ela no colo e, rapidamente ela vira sua coirmã, a alegria.
Já, eu, fracasso, sou esquecido. Deixam-me numa lata de lixo e sequer pensam em me reciclar. Querem me isolar e nem se lembram de que sou eu quem dá o real valor ao sucesso. Não fosse por mim meu irmão também seria um nada.
Somos filhos da mesma mãe, a Dona Vida. Eu sei, confesso que às vezes sugo a força das pessoas, que as deixo pra baixo, mas, como não sou valorizado simplesmente reajo do mesmo modo, como um tipo de defesa que criei.
Gostaria muito que você prestasse atenção em mim. Não quero lhe fazer mal. Se, quando eu entrar na sua vida, você olhar com amor, respeito e interesse por mim, vou fazer o mesmo por você. E juntos vamos andar, lado a lado, e até convido meu irmão sucesso para ir conosco, desde que você nunca se esqueça de que eu também estou ali. Se cuidar de mim e me valorizar, prometo que fico bem quietinho, sem incomodar.”
Isto não parece uma fábula? Mas não parece também a vida real? O que você tem feito com seus fracassos, com suas derrotas?
Quem sabe se os valorizar, aprender com eles, eles convidam o sucesso para viajarem todos juntos com você, não é?
Todo mundo fala do valor que há nas dores, nas tristezas, nas derrotas, nos fracassos.
E, quando muita gente fala, é bom prestarmos atenção, porque há grandes chances disso ter seu fundo de verdade!
Grande abraço, fracassos valorizados e sucesso sempre!

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