sábado, 19 de setembro de 2015

12 sinais de que você pode estar sofrendo da Síndrome de Burnout

Também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, ela tem nos workaholics suas vítimas potenciais


Nestes tempos bicudos, num país que se fosse filme teria como título “Hell in Paradise”, acho interessante falar de um risco que se torna cada vez mais presente na vida dos administradores: a Síndrome de Burnout. Numa tradução livre, seria “Fritou!”.  
Também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, ela tem nos workaholics suas vítimas potenciais, pois, pela literatura, essas pessoas têm como característica o  “desejo de serem as melhores e sempre demonstrar alto grau de desempenho” e também “medem a autoestima pela capacidade de realização e sucesso profissional”.
 
Em minha experiência clínica, a maioria das pessoas com esse perfil teve um pai exigente e com dificuldade de expressar afeto, o que cria na criança a ilusão de que o afeto paterno virá com grande produção ou resultados. Claro que não existe um número mágico nem na produtividade nem nos ganhos que faça, a partir dali, a pessoa se sentir suprida afetivamente. Isso só pode acontecer quando temos prazer no que fazemos. Tem que ser divertido!
 
Mas o que acontece com nosso personagem? O que no início é satisfação e prazer termina quando o reconhecimento por esse desempenho não vem ou não é sentido (pois baseia-se em uma ilusão!). Nesse momento, ou a pessoa se conscientiza ou, mais comumente, pensa que ainda não fez o suficiente e entra numa fase de obstinação e compulsão, em um processo sempre crescente e que acaba envolvendo e afetando também suas relações pessoais e familiares.
Já disse para muito paciente nesse estágio que querer seguir na neurose é uma escolha dele, mas querer que seus pares, subordinados ou filhos entrem no jogo não é possível – nem justo. Nas empresas de ponta, onde se busca a cooperação e o trabalho em equipe, ter um membro ou, pior, um líder nesse processo não deve ajudar em nada na execução dos objetivos.
No final, a pessoa passa a sofrer problemas de ordem psicológica, forte desgaste físico, gerando fadiga e exaustão, o que o tira do jogo temporária ou permanentemente.
Conclusão? No meu primeiro artigo, falei da nossa Análise SWOT interna, feita pelo nosso filtro cognitivo, como processo de avaliar as ameaças e oportunidades que a vida nos proporciona. As questões emocionais podem gerar erros na nossa SWOT, como esses que resultam na Síndrome de Burnout, que por sua vez pode acabar com uma carreira espetacular. Como recomendado pela psicologia, todos os profissionais precisam de supervisão e estar abertos para ouvir. Se você acredita que corre esse risco, pelo menos faça uma autoavaliação, busque um amigo em quem confia e permita que ele lhe diga a verdade. Ouça  e reflita atentamente. Você pode e deve virar esse jogo.
Abaixo, para os interessados, uma lista da evolução e sintomas da Síndrome de Burnout:
1 - Necessidade de se afirmar ou provar ser sempre capaz;
2 - Dedicação intensificada, com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho e a qualquer hora do dia (imediatismo);
3 - Descaso com as necessidades pessoais – atividades como comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido;
4 - Recalque de conflitos – o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas; 
5 - Reinterpretação dos valores – isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da autoestima é o trabalho;
6 - Negação do outro – nessa fase os outros são completamente desvalorizados, tidos como incapazes ou com desempenho abaixo do seu. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;
7 - Recolhimento e aversão a reuniões (antissocialização);
8 - Mudanças evidentes de comportamento (dificuldade de aceitar certas brincadeiras com bom senso e bom humor);
9 - Despersonalização – evitar o diálogo e dar prioridade aos e-mails, mensagens, recados etc.;
10 - Vazio interior e sensação de que tudo é complicado, difícil e desgastante;
11 - Depressão – marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido;
12 - E, finalmente, a do esgotamento profissional propriamente dito, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica uma urgência, com sintomas variados: fortes  dores de cabeça, tonturas, tremores, muita falta de ar, oscilações de humor,  distúrbios do sono, dificuldade de concentração e problemas digestivos.
Fonte http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/12-sinais-de-que-voce-pode-estar-sofrendo-da-sindrome-de-burnout/89983/

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Frota de aeronaves de companhias do Brasil é uma das mais jovens do mundo

Média de idade dos aviões das quatro maiores empresas nacionais é de 6,7 anos de uso, cinco a menos que a média mundial

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As fundadoras da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), Avianca, Azul, Gol e Tam, juntas, contam com uma das frotas mais jovens do mundo. A média é de 6,7 anos de uso, cinco anos menos que a média mundial, que é de 11,7 anos.
A análise da associação utilizou como fonte uma série de dados da ICAO (sigla em inglês da Organização Internacional de Aviação Civil) e do portal Airfleets.net. O estudo priorizou empresas de capital aberto e que fossem representativas em seu mercados de atuação.
“Esse tipo de frota traz uma série de benefícios para seus operadores, como motores mais econômicos e eficientes, menos ruidosos, com custo de manutenção mais baixo e emissão de poluentes inferior”, comenta o consultor da Diretoria de Segurança e Operações de Voo da Abear, Paulo Roberto Alonso.
Por outro lado, os aviões novos têm custos de leasing e depreciação maiores do que os com mais tempo de uso.
O mercado brasileiro de transporte aéreo investe pesado em novos equipamentos, principalmente pelo elevado custo que tem o querosene de aviação, em decorrência da alta tributação que sofre no País. Hoje, o combustível é responsável por 38% dos custos de operação das empresas nacionais.
“A companhia avalia o cenário operacional em que atua para verificar qual prática é mais vantajosa em cada mercado. Nos Estados Unidos, por exemplo, os custos com combustível e manutenção são muito menores que os brasileiros, o que justifica que uma frota com renovação menos frequente”, afirma o consultor da Abear, Maurício Emboaba, responsável pelo estudo publicado no Panorama.
Fonte http://www.transportabrasil.com.br/2015/09/frota-de-aeronaves-de-companhias-do-brasil-e-uma-das-mais-jovens-do-mundo/