quarta-feira, 24 de julho de 2013

Movimentação portuária brasileira cai 0,5% no 1º trimestre de 2013

No período, terminais portuários País movimentaram 204,7 milhões de toneladas, contra 205,7 milhões em igual período do ano passado

porto-de-santos
De acordo com o Boletim Portuário do produzido pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), a movimentação de carga no conjunto das instalações portuárias brasileiras caiu 0,5% no primeiro trimestre de 2013 em comparação com o mesmo período do ano anterior.
“O crescimento de apenas 1,9% do PIB em relação ao mesmo trimestre de 2012 e o déficit de US$ 5,1 bilhões na balança comercial brasileira contribuíram, em grande medida, para a queda da movimentação portuária em cerca de um milhão de toneladas no período”, avaliou o gerente de Estudos e Desempenho Portuário da Agência, Fernando Serra.
Nos três primeiros meses deste ano, as instalações portuárias do País (portos públicos e terminais privados) movimentaram 204,7 milhões de toneladas, contra 205,7 milhões em igual período do ano passado.
Na análise por natureza da carga, a movimentação de granéis sólidos alcançou a marca de 120,2 milhões de toneladas brutas, representando um crescimento de 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior; a de granéis líquidos, 52,1 milhões de toneladas, valor 5,0% inferior ao montante movimentado no mesmo período de 2012; e a de carga geral (carga geral solta + carga geral conteinerizada), 32,4 milhões de toneladas, o que representou um aumento de 2,3%.
A movimentação de contêineres sofreu uma redução de 0,82% em relação ao primeiro trimestre de 2012; foram movimentados no período 1,9 milhões de TEUs. Porém, em termos de peso bruto, a movimentação de contêineres atingiu a marca de 20,9 milhões de toneladas; quantidade 3,52% superior à observada no mesmo período do ano anterior.
Na análise por tipo de instalação, os portos organizados apresentaram um crescimento na movimentação de 0,8%, em comparação ao primeiro trimestre de 2012, enquanto os terminais privados tiveram uma redução de 1,2% no período. No primeiro trimestre de 2013, os portos organizados movimentaram 71,3 milhões de toneladas de carga bruta, enquanto os terminais privados movimentaram cerca de 133 milhões de toneladas brutas.
Ainda de acordo com o estudo, no cenário externo, o destaque foi a desaceleração da economia chinesa, que caiu para 7,7% no primeiro trimestre de 2013, após bater 14,2% em 2007. A queda nos preços das commodities também influenciou a menor movimentação das instalações portuárias brasileiras no início deste ano, sendo observada uma redução de 5,45% do índice CRB (Commodity Research Bureau) nos dois primeiros meses de 2013 em relação ao mesmo período de 2012.
Entre os principais grupos de mercadorias movimentadas, os que tiveram maior crescimento nos três primeiros meses de 2013 foram o milho (298,3%), o açúcar (63,5%) e fertilizantes (22,1%). Entre as variações negativas destacaram-se a soja (-25,4%), bauxita (-5,7%), combustíveis e óleos minerais (-5,1%) e minério de ferro (-2,2%).

Comunicação como forma de remuneração

A comunicação eficaz deve estar sempre ativa em sua organização, a fim de fornecer satisfação suficiente para as motivações dos trabalhadores. Em suma, você pode oferecer dinheiro, mas se a relação entre trabalho e salário não é comunicada, qualquer orçamento de folha de pagamento não irá comprar o rendimento que você deseja. Da mesma forma, a confiança no valor intrínseco não monetário para dirigir o comportamento falhará se o trabalhador nunca percebe o cumprimento do seu objetivo específico. A falta de feedback dos supervisores que lidam com funcionários preguiçosos pode prejudicar a moral, envenenar o ambiente de trabalho e prejudicar a produtividade. Dinheiro (que pode ser uma forma de comunicação em si) é desperdiçado quando não há uma comunicação robusta que serve como dispositivo de feedback para a manutenção do desempenho. Aqueles que preferem aproveitar as motivações intrínsecas também devem comunicar os resultados do comportamento de trabalho ao trabalhador em termos que eles apreciam. A comunicação é uma forma de remuneração em si.
Outros especialistas confirmam que o desengajamento dos funcionários está ligado à falha do fornecimento dos elementos de afirmação positiva pública que são muito valorizados pelos trabalhadores. As pessoas anseiam por elogios, símbolos de status, prêmios, celebração de marcos de progresso e ter garantias que confirmem a adequação do seu desempenho no trabalho. Cada um desses mecanismos de feedback envolve a diferenciação de algum tipo, onde as pessoas comparam os resultados ou competem contra suas próprias expectativas pessoais.
O desejo de testar nossas competências parece estar ativo em cada ser humano. As pessoas se perguntam como elas se comparam com os outros e constantemente estabelecem comparações. Parece impossível negar que a comunicação de tais resultados comparativos seja uma recompensa.
A proposição de valor do empregado inclui uma variedade de elementos de um pacote de recompensas. Precisamos ampliar nossas definições para incluir o fato de que o feedback é realmente alimentador dos fatores psicológicos e, portanto, atende a uma definição liberal de remuneração. Sim, elogios e outras formas de comunicação que aquecem a alma não são dinheiro, mas são elementos da remuneração, porque eles se estabelecem admiravelmente bem como recompensas que satisfazem as motivações que impulsionam o desempenho. Afinal, a remuneração é frequentemente definida como uma recompensa por serviços, embora seja mais comumente limitada a pagamentos. Acho que eu deveria admitir que, apesar da remuneração ser geralmente definida como remuneração em dinheiro, o termo mais amplo recompensas totais certamente sempre incluiria elementos de comunicação porque eles são vitais para o feedback.
A recompensa é algo de valor. Portanto, recompensas totais devem incluir comunicações, dinheiro, prêmios, o equilíbrio da vida profissional, ambiente de trabalho, gratificações e benefícios de saúde, para não mencionar os outros elementos não monetários e satisfações intrínsecas.
Parece que a nossa definição de recompensas totais deve sempre incluir as condições necessárias para o uso efetivo de trabalhadores. A comunicação é pré-requisito necessário para um ambiente favorável a um sistema de remuneração eficaz. Deixar de comunicar qualquer aspecto importante da proposta de valor de recompensa torna o sistema de remuneração total ineficaz. Assim como você não pode sugar todo o oxigênio de uma sala e esperar que as pessoas sobrevivam no vácuo, você não pode sustentar um programa de remuneração viável sem comunicação adequada. Pode-se argumentar sobre o que é “adequado” e o que define “viável”, mas você não pode negar que o feedback de desempenho é uma parte vital de todos os programas completos de recompensa.
Isso me diz que a comunicação pode ser uma forma de remuneração. O que você acha?
Autor: E. James Brennan