sexta-feira, 6 de julho de 2018

Não subestime a folha de pagamento

Algumas áreas em uma empresa são mais sensíveis que outras e podem colocar a saúde do negócio em risco, tais como Departamento Financeiro, Fiscal, Comercial e Pessoal. O Processo de Folha de Pagamento é o que eu quero destacar, pois ele tem um fator importante no Departamento Pessoal, principalmente por atuar com razões técnicas ao coletar todas as informações do empregado e sua jornada de trabalho, rendimentos, benefícios, mantendo-o em dia com todos os direitos trabalhistas e tributárias diante de suas atividades no mercado.
Segundo um levantamento realizado pelo sociólogo e especialista em relações do trabalho José Pastore, o Brasil é o campeão mundial de processos trabalhistas, com aproximadamente 2 milhões de casos por ano, sendo que muitos deles decorrem de erros cometidos pelas empresas. O quadro caótico sabemos que é resultado de inúmeras falhas por parte da qualidade da legislação do nosso país, mas também pelos pleitos trabalhistas dentro de uma empresa com relação a integração de pagamentos efetuados não transitados em folha de pagamento, o que gera um número maior de ações trabalhistas.
Gestores dos mais diversos setores chegam a perder milhões de reais por erros, muitas vezes cometidos por humanos e, consequentemente, enfrentam problemas que poderiam ser facilmente resolvidos com a tomada de pequenas decisões. Saber solucionar questões comuns na folha de pagamento como inobservância da lei, falta de controle, negligência de mudanças e acordos, realização de pagamentos indevidos e falhas com planilhas e fórmulas automáticas, é o brilho dos olhos de qualquer administrador.
O que muitos não sabem é que todas essas questões podem ser facilmente resolvidas com sistemas automatizados. Por meio de plataformas digitais é possível diminuir ações e ainda contribuir com a redução das demandas operacionais impostas às empresas pelas legislações trabalhistas e previdenciárias, assegurando a mitigação de despesas financeiras decorrentes de negligência, ingerência ou ausência de conhecimento técnico.
Além disso, softwares especializados em controle de informações importantes para a elaboração da folha de pagamento são boas escolhas para quem quer ter à disposição dados sobre os funcionários e também sobre o próprio negócio. Com eles é possível, a qualquer momento, elaborar documentos com precisão, evitando que pequenos erros (sobretudo falhas humanas) acabem em catástrofes.
Destaco por fim, com toda a minha experiência em grandes corporações e agora a frente de uma empresa que oferece solução de BPO, que une a tecnologia e uma equipe de especialistas trabalhistas que ajudam no processamento da folha de pagamento, que muitas empresas podem se beneficiar diretamente e com mais assertividade se conciliarem pagamentos de encargos e funcionários por meio de soluções e plataformas que otimizam todo esse processo. Dessa forma, é possível evitar qualquer tipo de erro de informação e ainda reduzir em até 80% os esforços da empresa na gestão de seus colaboradores.
Por Marcelo Furtado, CEO da Convenia, primeira plataforma na nuvem de Gestão de Pessoas para PMEs
Fonte http://www.mundorh.com.br/nao-subestime-a-folha-de-pagamento/

quinta-feira, 5 de julho de 2018

O que a nova geração busca com a profissão?

Uma geração que pensa em impacto e não em plano de carreira para nortear suas escolhas profissionais
Muitas pessoas questionam sobre o impacto que os Millennials têm tido no mundo profissional. Muitos dizem que se trata de “uma geração inquieta”, com pouco tempo de permanência nos empregos (job jumpers) e cujo comportamento é difícil de entender.
Com base no que temos visto se desenrolar no mercado, ousamos oferecer uma visão diferente: achamos que é muito mais uma geração que prioriza o propósito acima do sucesso. Uma geração que pensa em impacto (e não em plano de carreira) para nortear suas escolhas profissionais. Na plataforma da Revelo, inclusive, vemos que mesmo diante de ofertas financeiramente mais atraentes, 61% dos millennials preferem propostas de empresas com maior impacto, com missão mais inspiradora, e com tração mais relevante.
Um caso bastante ilustrativo disso foi o caso em que uma empresa do ramo de jogos e uma grande empresa famosa pela sua dedicação a questões de sustentabilidade ambiental fizeram ofertas a um desenvolvedor mobile. A empresa de jogos ofereceu um salário de R$7.200 mensais, enquanto a empresa com reputação de sustentabilidade ofereceu apenas R$5.400 mensais e acabou conquistando a preferência do jovem desenvolvedor.
Esse conflito não acontecia com tanta frequência nas gerações anteriores, e tem vantagens e desvantagens. Se, por um lado, temos um fluxo de talentos optando por trabalhar em empresas com missões de maior impacto (o que potencializa os resultados dessas empresas), por outro temos jovens profissionais que, na busca pela satisfação imediata, podem subestimar a importância de se construir confiança e tração com uma mesma equipe. Afinal, não é mudando de empresa a cada poucos meses que se constrói impacto a longo prazo. Em termos práticos, vemos que o tempo médio de funcionários mais jovens tende a ser até 50% menor do que o tempo médio de profissionais mais experientes.
Vemos que a principal reclamação dos gestores de tecnologia e negócios com quem trabalhamos é que jovens profissionais de alto potencial trocam de emprego mais facilmente. Há às vezes uma percepção (alimentada pela mídia) de que a “grama do vizinho é mais verde”, ou seja, a empresa em que você não está é mais “cool” e oferece mais. O mercado de carreiras relacionadas à tecnologia é um bom caso disso, com uma concentração de profissionais ficando em torno de 9 meses no mesmo cargo – um número que está distante do que a maioria dos gestores considera ideal.
Muitas vezes vemos que a situação se equilibra por meio de mudanças de área dentro da mesma empresa (tal qual um programa de trainees), que ajudam a desenvolver versatilidade e podem ajudar o profissional a encontrar aquilo que está buscando. Caso essa “variedade” não surja no trabalho de alguma forma, é menor a probabilidade de retenção de jovens talentos.
De qualquer forma, para evitar a quebra de expectativas, as empresas precisam ser mais transparentes em seus processos seletivos e em seus jobs descriptions, sempre alertando os candidatos sobre as reais exigências do dia a dia que aquela vaga terá. Em contrapartida, os jovens precisam ser mais estratégicos na construção de suas carreiras, levando em conta vários fatores na hora de escolher onde querem trabalhar e, consequentemente, quanto impacto vão conseguir causar a longo prazo.
Por Lucas Mendes, cofundador da Revelo, plataforma de recrutamento digital
Fonte http://www.mundorh.com.br/o-que-a-nova-geracao-busca-com-a-profissao/